Descoberta de uma nova demência: LATE
Uma equipa internacional de investigadores identificou um novo tipo de doença cerebral que imita os comportamentos do Alzheimer. O nome proposto é Late – Encefalopatia TDP-43 relacionada à idade, predominantemente límbica. Esta consiste fundamentalmente numa doença degenerativa que evolui lentamente. Os danos causam problemas de memória e pensamento, semelhantes aos verificados na doença de Alzheimer causada pela acumulação de 2 tipos de proteína- tau e beta amiloide- no cérebro. Acredita-se que o LATE seja causado por outra proteína, a TDP-43, que geralmente está presente no centro das células nervosas, pode mudar de forma e disseminar-se para o corpo das células nervosas à medida que as pessoas envelhecem. Calcula-se que afecte cerca de 20% dos adultos com mais de 80 anos sendo ainda possível que algumas pessoas podem ter ambos os tipos de doença. Os investigadores dizem que isto pode explicar a razão pela qual alguns tratamentos experimentais para a doença de Alzheimer não tenham tido sucesso. Os investigadores pensam que os tratamentos podem ter efetivamente tratado as proteínas que causam danos na doença de Alzheimer, no entanto o LATE pode ter continuado a mascarar qualquer melhoria nos sintomas da doença de Alzheimer. Sendo que atualmente o LATE só pode ser diagnosticado examinando-se os tecidos cerebrais após a morte o principal objetivo dos investigadores é que se desenvolvam formas para encontrar marcadores que permitam diagnosticar o LATE antes da morte, para que os estudos clínicos sobre as suas causas e possíveis tratamentos possam começar. A compreensão desta doença está, ainda, nos estágios iniciais, mas espera-se que no futuro seja possível diagnosticar-se diferencialmente o Alzheimer e o LATE sendo que acontece muitas vezes existirem as duas doenças em simultâneo. Se quiser saber mais sobre este novo tipo de demência leia:
Apoio domiciliário
O envelhecimento daqueles de quem gostamos não tem, necessariamente, de ser um processo doloroso ou stressante. Como nos é aconselhado no livro “Os meus pais estão a envelhecer” (ver crónica
https://home24.com.pt/os-meus-pais-estao-a-envelhecer/ ) quando se aperceber que o seu pai ou a sua mãe estão a precisar de alguma ajuda pontual nas actividades de vida deve começar a procurar ajuda. Isto porque, a devida antecedência, vai permitir-lhe avaliar a situação e explorar as várias opções. Pode ser necessário apenas um apoio pontual para ajudar nas compras, na confecção das refeições ou até mesmo uma companhia para o período em que o resto da família está a trabalhar. O essencial é ir pensando, com calma, qual é a solução que mais de adequa à necessidade do momento para que mais tarde (quando houver uma deterioração do quadro geral) não tenha de andar a correr em stress para encontrar uma solução e aconteça que a mesma seja desadequada. E é por esta razão que os nossos serviços são tão variados. Porque compreendemos que cada caso é único e cada cliente tem as suas necessidades especificas. A avaliação que por norma é realizada permite, juntamente com o cliente e a sua família, chegar ao número de horas e ao conjunto de tarefas necessárias para o bem-estar do idoso. Somos flexíveis para que o nosso objectivo principal seja cumprido: melhorar a qualidade de vida do cliente. Só através do respeito pela história de vida, pelo espaço e pela rotina do cliente conseguindo, pouco a pouco, melhorar a sua qualidade de vida em parceria com a família é que podemos realmente fazer um bom trabalho.
Demência
Tenho pena e não respondo
Tenho pena e não respondo.
Mas não tenho culpa enfim
De que em mim não correspondo
Ao outro que amaste em mim.
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Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros — cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.
Ah, deixem-me sossegar.
Não me sonhem nem me outrem.
Se eu não me quero encontrar,
Quererei que outros me encontre
Fernando Pessoa
Quando se fala em envelhecimento a demência é uma temática comummente associada. Esta define-se, segundo a Organização Mundial de Saúde, como:” uma síndrome que implica a deterioração da memória, do intelecto, do comportamento e a capacidade de realizar actividades da vida diária”. Mais do que definições académicas ou pontos de vista das várias disciplinas importa a realidade. A realidade de se ver o nosso familiar a perder faculdades cognitivas. A realidade de nos enganarmos dizendo que foi só um episódio isolado devido à distracção, ou ao cansaço ou a qualquer outra desculpa que nos sossegue. Muitas vezes negamos a realidade até ser mais do que evidente. E essa negação é natural e perfeitamente compreensível, no entanto é fulcral estar alerta aos primeiros sinais. Porque o acompanhamento de equipas multidisciplinares e a terapêutica adequada podem garantir uma progressão mais lenta e uma melhor qualidade de vida. Para além deste seguimento é essencial que a família possa contar com a ajuda de profissionais que ajudem a promover a manutenção das faculdades. Cuidadores formais e informais com a formação correta e com um conjunto de estratégias para garantir um melhor cuidado promoverão um envelhecimento mais feliz. A Home 24 conta com cuidadoras com formação para apoiar idosos com necessidade deste tipo de acompanhamento e de estimulação cognitiva.
Ler mais »“Os meus pais estão a envelhecer”
Desde pequenos que precisamos de ser ensinados e orientados e ao longo do nosso desenvolvimento encontramos novos desafios. E essa orientação é, na sua grande maioria, fornecida pelos nossos pais. Com amor, paciência e dedicação vão-nos guiando e ajudando na tomada de decisões. Mesmo quando já saímos do “ninho” muitas vezes voltamos ao “colo” dos nossos pais para nos orientarem, afinal de contas a idade e a sabedoria conjugados com o amor e o zelo costumam dar origem a bons conselhos. Mas, quando aqueles que amamos precisam de cuidados ou já não estão completamente na posse das suas faculdades, a quem é que recorremos para nos ajudar a superar o desafio que o seu cuidado representa? Uma excelente forma é através da leitura acerca do tema. Afinal de contas não seremos os únicos a precisar de cuidar daqueles que nos são queridos. E um dos livros que nos ajuda precisamente a compreender melhor este desafio e a adquirir ferramentas práticas é o “Os meus pais estão a envelhecer” de Maria José Núncio e Carla Rocha da Ideias de Ler chancela da Porto Editora. Este é um livro com uma linguagem simples e facilmente entendível que, com clareza e humanidade, nos ajuda a saber o que podemos fazer para garantir um melhor cuidado dos nossos pais e uma melhor qualidade de vida. A equipa da Home 24 participou no lançamento no dia 21 de Fevereiro e consideramos que é uma excelente ferramenta para desmistificar ideias e perder receios. Até porque, afinal, ninguém precisa de se sentir sozinho nesta jornada de cuidar daqueles que sempre cuidaram de nós.
Ler mais »“Velhos são os trapos”
Ao longo da nossa vida somos estimulados a pensar no belo como sinónimo de jovem. As publicidades que passam na televisão e na rádio (essas “velhas” companheiras de tantos idosos) estimulam-nos a olhar para o envelhecimento como um acontecimento a evitar a todo o custo e, por isso, inventam-se cremes para as rugas, elixires rejuvenescedores, tintas para esconder os cabelos brancos e (espantem-se) procedimentos médicos que apaguem as marcas dos anos vividos. Por tudo isso quando alguém se queixa de dores nas articulações, dificuldade em manter a performance física ou cognitiva atiramos um “estás a ficar velho” em tom de gozo como se isso fosse um acontecimento infeliz. Vai passando o tempo (que é vida) e vemos os nossos pais a perder as capacidades, o vizinho do lado com bengala e aquela senhora simpática do fundo da rua foi para um lar (imaginem só) e por isso adaptamos o discurso para um inteligente e simpático “velhos são os trapos” ou um “não está velho, está mais sábio”. Quando, na realidade, o que temos diante dos olhos é a prova de que aconteceu Vida, de que se viveram aventuras e alegrias que ficaram marcadas naquela ruga ao canto da boca da nossa mãe (que engraçado é igualzinha à da avó!). Chegado o momento de cuidar dos nossos pais fazemos o quê? Deixamos o trabalho para ficar junto deles? Como é que sustentamos os rebentos que temos em casa quando temos de deixar de trabalhar para cuidar dos avós deles? E é aqui que a Home 24 se insere: na resposta a estas perguntas e no cuidado com todo o afecto daqueles que amamos. Porque aqueles que nos amaram uma vida inteira e tanto nos ensinaram merecem ser cuidados com todo o profissionalismo, dedicação, conhecimento e carinho.
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